segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Emoções...

Como eu já havia mencionado, sou professora de inglês e ler livros nessa língua para mim é um prazer. Ler livros de patchwork e quilt então, um prazer maior ainda!Junte as duas coisas e o que acontece?? Emoções....
Foi assim que aconteceu quando li o texto abaixo. Estávamos em Porto Alegre, no aeroporto esperando uma tia que vinha nos visitar e para passar o tempo resolvi ler o livro recém adquirido. Qual foi a surpresa então que ao terminar o texto, as lágrimas rolavam soltas pelos meus olhos, molhando toda minha face. Minha família ali ao meu lado sem entender nada....e eles me perguntavam o que havia acontecido...e eu sem fôlego para explicar!! Gente, foi tanta emoção , mas tanta emoção que só lendo mesmo para entender. Portanto, deliciem-se!! Deixem comentários se quiserem!!

Beijos

Quilt histórico torna-se símbolo de bondade
Os pioneiros que se estabeleceram no Oeste Americano trouxeram consigo quilts que eram recordações preciosas e cobertas necessárias para o frio no novo continente. Mas, uma vez, um pequeno quilt que veio do Leste Americano tornou-se um símbolo de confiança e bondade entre estranhos.
Emma Bradburry, uma jovem viúva e sua filhinha, viajaram de trem de Connecticut a Ohio, e depois de descerem do trem, compraram uma carroça e seguiram viagem para o Kansas, onde moravam os pais de Emma. Era uma jornada perigosa para uma mulher fazer sozinha, mas Emma não era uma mulher comum.
Viajando através do oceano de pastagens que eram as planícies do Meio-Oeste americano, um dia Emma avistou ao longe um índio solitário. Ele atraiu a carroça de Emma em sua direção. Emma aproximou-se com um rifle nas mãos, tentando imaginar o porquê de aquele índio parecer tão agitado. Ele levou Emma e a carroça para um conjunto de árvores próximas, onde a esposa do índio estava quase dando à luz . Após Emma ter ajudado a índia a dar a luz a um menino saudável, ela enrrolou o bebê em um pequeno quilt que ela havia feito como presente a seu sobrinho. Embora houvesse trabalhado longas horas nos pedaços vermelhos e amarelos daquele quilt, a necessidade daquela criança recém-nascida era imensa.
Naquela noite, Emma cuidou daquela família de índios em sua carroça. "Por que eles estavam sozinhos?" - ela imaginava. De onde teriam vindo?Pela manhã o jovem índio guiou a carroça a uma aldeia próxima.
O medo de Emma por estar cercada de índios logo desapareceu. Apesar da falta de uma língua em comum, ela entendeu a gratidão de todos. A carroça logo estava carregada com presentes dos índios agradecidos, que a enviaram de volta a seu caminho com sorrisos nos lábios. Porém, antes de partir, Emma encontrou um pedaço de papel e escreveu seu nome e o nome da cidade para onde estava indo. Ela deu o papel ao jovem marido índio que ajudara, e que obviamente não entendeu nada.
Conforme Emma se afastava com sua carroça, ela ficava pensando consigo mesma porque tinha feito aquilo.Emma chegou ao Kansas em segurança. Ela casou-se de novo e criou uma família. Um dia, mais de vinte e dois anos após sua aventura indígena, o marido de Emma grita seu nome do lado de fora da casa onde moravam, e trazia notícias de que um índio havia chegado à cidade com o nome dela escrito num pedaço de papel.
Quando Emma saiu à porta para falar com o marido, um jovem alto a cumprimentou. "Eu sou Águas
Claras", ele disse. "Se você é Emma Bradburry, então é a pessoa que me trouxe ao mundo. Agora, é justo que eu traga meu próprio filho para que você o veja."
O coração de Emma disparou enquanto ela pegava a criança em seus braços, porque o bebê estava
enrrolado naquele pequeno quilt que ela havia feito tantos anos atrás.
A família indígena havia cuidadosa e carinhosamente guardado aquele quilt como símbolo de bondade e de amor universal às crianças.

História original contada por M. L. Kitsen, descendente de uma amiga de Emma Bradburry, Louise Christy.

Texto tirado do livro "Relax and Quilt" - traduzido e adaptado por Sonia Cazarim

3 comentários:

Maria disse...

Sonia, querida, que linda a historia do indio! Também fiquei emocionada! Conte mais historias desse mundo maravilhoso do patchwork. Parabéns pelo blog que acaba de nascer e que dê bons frutos como aconteceu com o indio, e que depois de muitos anos estaremos nos deliciando com os resultados. Seja feliz com o blog! Bjos. Maria Matias

Sonia Cazarim - "Eu Que Fiz!" - Patchwork e Afins disse...

Maria, obrigada pelo carinho, sempre!!! Bjos!!!

Artes e Vidas disse...

Sônia, vc me fez chorar! Que bom!! É ótimo chorar de emoção.
Amei o Blog. Deus abençoe e prospere.
Beijos
Márcia Valéria